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16 de out. de 2011

Famosos vão defender união gay em Brasília

Artistas participam do Seminário LGBT
 
A Câmara dos Deputados, em Brasília, será alvo de uma mobilização que não contará apenas com o movimento gay nacional.
 
Famosos como a cantora Wanessa, o ator Leonardo Miggiorin e a cantora Preta Gil também estarão na capital do país, na próxima terça, 17, defendendo a igualdade das pessoas de orientação sexual diferente.
 
Junto com ativistas, eles participam, na Câmara dos Deputados, do VII Seminário LGBT.

Com a aprovação da união civil gay pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o foco do evento será o casamento civil gay.
O evento coincide com o Dia Internacional da Luta Contra Homofobia.
Preta Gil participa do debate "Direitos Civis LGBT: Quem ama tem direito de casar" que terá como mediador o deputado federal Jean Wyllys.
No debate "LGBT na Sociedade Civil - Cidadania LGBT" estará o ator Leonardo Miggiorin que interpreta o homossexual Roni na novela "Insensato Coração".
A cantora Wanessa fará uma participação especial cantando. Só que, em vez das baladas dançantes da sua nova fase, ela vai cantar o Hino Nacional.
da Redação do Toda Forma de Amor

Fonte: Athos Gls

3 de ago. de 2011

CQC mostra vários

A Globo não mostra beijo gay? Ah, o CQC, da Band, cobre a cota da Globo e de várias outras emissoras! Em reportagem mostrada na segunda-feira 1°, o programa exibiu vários beijos entre mulheres e entre homens, inclusive uma bitoca entre Rafinha Bastos (foto) e Marco Luque, ao vivo, no palco.


A matéria jornalística repercutiu pesquisa recentemente publicada que constata o fato de 55% dos brasileiros serem contra a união estável homossexual. Em uma parte da reportagem, era mostrada a opinião politicamente correta dada pelos entrevistados quando eles sabiam que a câmera estava ligada e, em contrapartida, o quanto eles diziam se incomodar ou achar absurda a homossexualidade quando desconheciam que estavam sendo gravados.



É hipocrisia? Dizer que todos têm o direito de unir ou viver a vida deles como quiserem e, ao mesmo tempo, rejeitar, pessoalmente, essa diversidade? Ou seria isso o tal respeito?! Algo na linha: eu não gosto, acho horrendo, mas cada um que cuida da sua vida?!


Fonte:ParouTudo

22 de jun. de 2011

Governo do RJ realiza cerimônia histórica de uniões homoafetivas

Evento com mais de 40 casais bate recorde mundial de cerimônia deste tipo e contará com o secretário Carlos Minc e o deputado federal Edson Santos como padrinhos e Siro Darlan como celebrante


Vinte e dois de junho de dois mil e onze. Essa data entrará para história não só do estado do Rio de Janeiro como também para os casais de gays e lésbicas que realizarão suas uniões estáveis homoafetivas, em uma cerimônia coletiva realizada pelo Governo do Estado do RJ, através do Programa Estadual Rio sem Homofobia – coordenado pela Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. A celebração acontece no auditório do sétimo andar do prédio da Central do Brasil, nessa próxima quarta (22/6), às 16h.


O secretário do Ambiente Carlos Minc, o deputado federal Edson Santos, e a Subsecretária Executiva da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos Maria Célia Vasconcelos, entre outros, serão os padrinhos de honra dos casais que realizarão a união estável homoafetiva, que será presidida pelo Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e gay assumido Cláudio Nascimento e pelo desembargador Siro Darlan. A recepção ficará a cargo de drag queens com figurinos inspirados na Belle Époque. Haverá um coquetel para os (as) convidados (as), além do bolo, champagne e da distribuição de bem-casados. A trilha sonora especial revisitará os ícones Maria Callas e Erik Satie até a realização dos pockets shows de Leila Maria, que cantará sucessos de seu CD Canções do Amor de Iguais; Livio Lopes interpretará clássicos românticos como Now and Forever, e de Jane Di Castro, interpretando clássicos do rei Roberto Carlos.


“Esta cerimônia é a concretização de uma conquista de anos do Movimento LGBT. E graças à sensibilidade do governador Sérgio Cabral de fazer esta ação de reconhecimento de união estável homoafetiva junto ao STF, podemos hoje reunir gays e lésbicas a fim de realizarem seu grande sonho. Nosso objetivo é cada vez mais avançar nas políticas públicas em prol da população LGBT, na conquista de direitos civis que por séculos nos foram negados. Nunca é tarde para retificar equívocos, conquistar corações e mentes e construir uma sociedade mais igualitária e fraterna”, orgulha-se o superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos Cláudio Nascimento, que também participará da cerimônia com seu companheiro João Silva.


Se Goiás anula, o Rio acolhe

O jornalista Léo Mendes e o estudante Odílio Torres, que tiverem na última sexta (17/06) sua união estável homoafetiva anulada pelo então juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia, Jeronymo Villas Boas, participarão da cerimônia fluminense do dia 22/6 para o registro de sua união e também receber a solidariedade de todas e todos. A decisão do juiz, que inclusive proíbe todos os cartórios da cidade de fazer tal registro, colide com a decisão por unanimidade do Supremo Tribunal Federal – órgão máximo do Poder Judiciário do país.


“Depois dessa arbitrária decisão do juiz goiano, mais do que nunca é necessário que casais homossexuais registrem suas uniões. A exemplo aqui do Rio, todos os estados precisam realizar mobilização deste tipo para dar visibilidade a esse direito e consolidar conquista alcançada no STF”, sugere o também coordenador do Programa Estadual Rio sem Homofobia, Cláudio Nascimento. E conclui: “Muitos fundamentalistas vestido de toga irão aparecer como paladinos da moral, numa postura reacionária e de clara mistura entre legislação e religião, querendo mudar o que a corte suprema julgou como procedente e reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo e equiparou em direitos e deveres estas uniões às heterossexuais”.

Histórico

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a igualdade de direitos entre as uniões homoafetivas e uniões heterossexuais, a partir de ação proposta pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Esta iniciativa faz parte da campanha Rio Sem Homofobia, objetivando enfrentar o preconceito contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e dar visibilidade a esse direito que os casais LGBT podem agora acessar.

Esta ação conta com o apoio do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, do Cartório 6º Ofício de Registros de Títulos e Documentos, e também da Superintendência de Segurança Alimentar da Secretaria de assistência Social e Direitos Humanos.



Informações para a imprensa:
Márcia Vilella | Diego Cotta
Assessoria de Comunicação – SuperDir/Seasdh

Tels: 21 8158 9692 | 81589715

17 de mai. de 2011

Seminário discute casamento civil entre homossexuais

BRASÍLIA  — O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, a criminalização da homofobia e a necessidade de atuação do Legislativo nessas questões estão entre os temas que serão discutidos nesta terça-feira (17) no 8º Seminário LGBT, promovido pelo Congresso. O evento será realizado durante as comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia.


Os debates, que também vão abordar políticas públicas LGBT e a imagem dos LGBT na sociedade, serão realizados no auditório Nereu Ramos, a partir das 9 horas de terça.

As discussões do evento, que tem como slogan "Quem ama tem o direito de casar – Pela aprovação da PEC do Casamento Civil entre Homossexuais”, também vão abordar os desdobramentos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu, no início deste mês, a união estável em relacionamentos homoafetivos. O objetivo dos militantes e envolvidos na causa é fazer com que o direito ao casamento gay e as garantias decorrentes dessa união saiam da esfera do Judiciário e ganhem força de lei.

O coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) acredita que o seminário pode dar força à tramitação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de sua autoria, que prevê o casamento de pessoas do mesmo sexo.

"Trata-se de uma Proposta de Emenda à Constituição que eu elaborei e estou colhendo assinaturas para poder iniciar a tramitação. É importantíssimo pensar isso junto com os deputados da frente e com os movimentos sociais”, afirma. Para apresentar a PEC são necessárias 171 assinaturas.

Para a vice-presidente da Comissão de Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB, Adriana Galvão, o posicionamento do STF foi necessário exatamente pela ausência de uma legislação que dê segurança jurídica às pessoas que vivem uma relação homoafetiva. “A decisão foi um reflexo das cobranças da sociedade e deve instigar o Legislativo a se manifestar”, avalia.
Segundo a advogada, o posicionamento do STF vai dar homogeneidade às decisões em questões patrimoniais, previdenciárias e tributárias. Mas ela lembra que a votação de uma lei sobre o assunto é importante para evitar reviravoltas na aplicação efetiva da decisão do STF . “Nada impede que, daqui a algum tempo, o STF seja provocado e se manifeste de forma diversa”, pondera.
O presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, disse estar confiante quanto à disposição dos parlamentares de avançar na votação de propostas que beneficiem os homossexuais. “Em levantamento feito pelo jornal O Globo, 70% dos deputados ouvidos disseram-se favoráveis à união civil estável dos gays. Acredito que os parlamentares não vão ter medo de defender a causa”, avalia.

O seminário desta terça-feira é organizado pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional e pelas comissões de Legislação Participativa; de Educação e Cultura; e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O evento, que conta com o apoio da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), é aberto ao público.

Participarão dos debates o ator Leonardo Miggiorin e as cantoras Preta Gil e Wanessa, que abrirá o evento cantando o Hino Nacional, além de representantes do governo e da sociedade civil. Entre os convidados estrangeiros estão a deputada socialista portuguesa Ana Catarina Mendonça Mendes; e o autor do livro “Matrimonio Igualitário”, Bruno Bimbi, integrante da Federação Argentina de LGBTs.
 
DCI

Movimento gay vai ao Congresso por casamento civil homossexual

Relatora de projeto contra homofobia, Marta Suplicy participou do evento em Brasília

Após Supremo aprovar união estável, homossexuais pedem a deputados que aprovem emenda à Constituição sobre casamento

iG São Paulo
 
Após o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovar a união estável homoafetiva, o movimento gay aproveitou um seminário realizado nesta terça-feira para reforçar a campanha pela legalização do casamento civil para pessoas do mesmo sexo. Em um seminário organizado na Câmara dos Deputados, gays, lésbicas, travestis e transexuais cobraram dos parlamentares a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição que trata do tema, de autoria do deputado Jean Willys (PSOL-RJ).
 
Os organizadores do evento, realizado sob título "Quem Ama Tem o Direito de se Casar", pedem que sejam estendidos aos casais homossexuais todos os direitos atribuídos aos heterossexuais na esfera civil. A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Manuela D'Ávila (PC do B-RS), disse que se trata apenas de viabilizar a igualdade de direitos. “Queremos que todos sejam iguais na mesma lei, tenham os mesmos direitos”, disse.
 
Relatora do projeto que criminaliza a homofobia, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) reforçou o coro. “Temos de caminhar com estratégia, paciência, determinação”, disse. “E no Senado teremos de ser negociadores, de conversar e avançar”, completou.
 
A atriz e travesti Safira Bengell disse que o desejo de todos é que as pessoas sejam vistas com igualdade. “Nosso sangue é vermelho como o de todos. Nosso título de eleitor e carteira de identidade também (é igual ao de todos). Só queremos que reconheçam a identidade de gênero”, defendeu.
 
O seminário vai até as 18 horas na Câmara. Protagonista de várias polêmicas em função de sua discordância em relação às propostas do movimento gay, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) prometeu ir ao evento à tarde para mostrar sua posição contrária à emenda do casamento civil homossexual.
 
*Com informações da Agência Brasil - Foto: AE

Fonte: Athos Gls 

16 de mai. de 2011

Pelo menos 26 uniões gays já foram registradas no Brasil

Um levantamento preliminar da ABGLT revela que seis estados brasileiros já registraram uniões homoafetivas.


Desde então, 26 casais aproveitaram para registrar a união.
Desde que o Supremo Tribunal Federal garantiu o reconhecimento das uniões, há 10 dias, os estados que já registram uniões gays são Paraná, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Roraima.

Fonte: Athos GLS

9 de mai. de 2011

Famosos comemoram aprovação da união homoafetiva

A aprovação da união estável por pessoas do mesmo sexo pelo Supremo Tribunal Federal foi o assunto mais comentado do Twitter.


Internautas de todo o Brasil transformaram nomes dos ministros e até brincadeiras com os adversários da causa gay nos tópicos mais comentados da rede.
Os famosos também deram suas opiniões:

 
Astrid Fontenelle: “Seculo 21!!!!!!!!!!! Todas as pessoas q se amam e se respeitam podem casar!!! Supremo aprova por unanimidade! Q maravilha. Ponto pro amor!”.

 
Tico Santa Cruz: “Quem aposta qual será o primeiro casamento de celebridades ou artistas no Brasil depois da NECESSÁRIA aprovação da #uniaohomoafetiva?”.

 
PretaMaria: "Feliz demais com essa vitoria de hoje #uniaohomoafetiva é o começo de uma Vitoria muito maior!! Quando nos unimos temos mais força,Parabéns"

 
huckluciano: "O Brasil deu hoje um passo a frente no bom senso, justiça e cidadania. Palmas para o STF. #uniaohomoafetiva"

 
MarceloTas retuitou uma frase dita pelo ministro Marco Aurélio Mello "O Brasil está vencendo a luta desumana contra" 

Fonte: CenaG

5 de mai. de 2011

STF retoma análisa da união homoafetiva nesta quinta

Já se têm oito votos a favor!

O Supremo Tribunal Federal retomará nesta quinta-feira (5/5) o julgamento que discute a equiparação das relações homoafetivas às uniões estáveis convencionais, entre homem e mulher. A sessão desta quarta-feira foi suspensa depois do voto do ministro Ayres Britto, a favor da união entre pessoas do mesmo sexo. O julgamento será retomado às 14h, com o voto do ministro Luiz Fux.
A interpretação judicial sobre a união homoafetiva pode vir a reconhecer a quarta família brasileira. No atual contexto, a Constituição prevê três enquadramentos de família. A decorrente do casamento, a família formada com a união estável e a entidade familiar monoparental (quando acontece de apenas um dos cônjuges ficar com os filhos).
Ao julgar procedentes as duas ações que pedem o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo, o ministro Ayres Britto afirmou que a união homoafetiva deve ser considerada como uma autêntica família, com todos os seus efeitos jurídicos. Se prevalecer a tese, casais homossexuais terão direito até de adotar crianças, por exemplo.
O ministro Britto votou no sentido dar interpretação conforme a Constituição para o artigo 1.723 do Código Civil. A norma define a união estável como aquela "entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família".
Pelo voto do ministro, deve ser excluída da interpretação da regra qualquer significado que impeça o reconhecimento de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Em voto de cerca de duas horas, o ministro frisou que a união homoafetiva não pode ser classificada como mera sociedade de fato, como se fosse um negócio mercantil.
Além de uma longa análise biológica sobre o sexo, Britto registrou que o silêncio da Constituição sobre o tema é intencional. "Tudo que não está juridicamente proibido, está juridicamente permitido. A ausência de lei não é ausência de direito, até porque o direito é maior do que a lei", afirmou.
Se não há lei que proíba, a conduta é lícita. De acordo com o ministro, a Constituição entrega o "empírico emprego das funções sexuais ao arbítrio das pessoas". E o Estado brasileiro veda o preconceito por orientação sexual. "As normas constitucionais não distinguem o gênero masculino e feminino", frisou Britto. Ou seja, não fazem distinção em relação a sexo. Logo, não fazem também sobre orientação sexual.
Britto disse também que união homoafetiva só seria vedada se a Constituição fosse expressa nesse sentido. "O que seria obscurantista e inútil", emendou. Segundo o ministro, a família, em sua concepção, é o núcleo doméstico, tanto faz se integrada por um casal heterossexual ou homossexual.
O ministro ainda ressaltou que não se pode alegar que os heterossexuais perdem se os casais homoafetivos ganham o direito ao reconhecimento jurídico de suas relações. Só se restringe um direito para garantir outro. Quem perde com o reconhecimento da união homoafetiva? Ninguém.
Família de fato e de direito
Nas sustentações orais, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que a ação visa reconhecer que todas as pessoas têm os mesmos direitos de formular e perseguir seus planos de vida desde que não firam direitos de terceiros. E, para ele, o reconhecimento da união homoafetiva fortalece a família. De acordo com Gurgel, a discriminação em relação aos casais formados por pessoas do mesmo sexo compromete a capacidade dos homossexuais de viver a plenitude de sua opção sexual. "Embaraça o exercício da liberdade e o desenvolvimento da identidade de um número expressivo de pessoas", disse.
O PGR citou dados do IBGE, de acordo com os quais há 60 mil casais homossexuais no país. "E o número é certamente maior do que o dos dados oficiais. A união entre pessoas do mesmo sexo enquadra-se no plano dos fatos", afirmou.
O advogado Luís Roberto Barroso, que representado o governo do Rio de Janeiro, subiu à tribuna para falar que a história da civilização é a história da superação do preconceito. E lembrou de casos em que homossexuais foram punidos apenas por declarar sua opção sexual. De acordo com Barroso, o Supremo deve impor o mesmo regime jurídico das uniões estáveis convencionais às relações homoafetivas. Entender diferente, sustentou, significa depreciar e dizer que o afeto delas vale menos.
"Duas pessoas que unem seu afeto não estão numa sociedade de fato, como uma barraca na feira. A analogia que se faz hoje está equivocada. Só o preconceito mais inconfessável deixará de reconhecer que a analogia é com a união estável", afirmou Barroso. O advogado também frisou que o direito das minorias não deve ser tratado necessariamente pelo processo político majoritário. Ou seja, pelo Congresso Nacional. "Mas sim por tribunais, por juízes corajosos", disse.
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, também defendeu o reconhecimento das uniões homoafetivas. "O reconhecimento dessas relações é um fenômeno que extrapola a realidade brasileira e o primeiro movimento de combate à discriminação que sofrem esses casais vem do Estado, com o reconhecimento de benefícios previdenciários", afirmou.
Outros seis amici curiae defenderam as uniões homoafetivas. Contra o reconhecimento, falaram dois amici. A principal foi a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O advogado Hugo José Cysneiros, que representou os bispos, começou com argumentos pesados. "Poligâmicos, incestuosos, alegrai-vos. Afinal, vocês também procuram afeto", disse em contraponto às sustentações que pregaram que o afeto não pode ter distinção entre homossexuais e heterossexuais. "A pluralidade tem limites", afirmou Cysneiros.
Quando passou aos argumentos jurídicos, Cysneiros sustentou que "uma lacuna constitucional não pode ser confundida com não encontrar na Constituição aquilo que eu quero ler". De acordo com ele, a CNBB não entrou nos processos para "trazer seu catecismo, nem citar textos bíblicos", mas para pedir "o raciocínio, a análise, tendo como referência o texto constitucional".
Cysneiros disse que com o texto legal claro no sentido de que a "união estável se dá entre o homem e a mulher", não cabia espaço para interpretações. E concluiu dizendo que a depender do resultado do julgamento, portar uma Bíblia poderia ser considerado crime. Outros sete amici curiae foram admitidos na ação, mas não fizeram sustentações orais.
Pedido duplo
O julgamento do Supremo é feito com base em duas ações. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade e uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. A ADPF foi transformada em ADI depois que se verificou que um de seus pedidos, o reconhecimento de benefícios previdenciários para servidores do estado do Rio de Janeiro, já havia sido reconhecido em lei.
A ADI foi ajuizada pela Procuradoria-Geral da República com dois objetivos: declarar de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar e estender os mesmos direitos dos companheiros de uniões estáveis aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.
O argumento principal da ADPF transformada em ADI, proposta pelo estado do Rio de Janeiro, é o de que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais constitucionais como igualdade e liberdade e o princípio da dignidade da pessoa humana.
ADI 4.277
ADPF 132

28 de abr. de 2011

União Civil deve ser julgada no Brasil na semana que vem

Na primeira semana de maio, mais precisamente no próximo dia 4, dois processos envolvendo a união de pessoas do mesmo sexo devem se julgados pelo STF.

Os ministros vão analisar, sobre a união homoafetiva, a ação direta de inconstitucionalidade, da Procuradoria Geral da República, que pede o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

Pede, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis sejam estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.


Fonte: CenaG