O projeto #EuSouGay surgiu na Internet em Abril em apoio a causa LGBT.
Nele, os participantes convidam a todos, independente da sexualidade, a participar enviando suas fotos com a mensagem #EuSouGay.
Devido ao sucesso, o projeto partiu para uma próxima etapa e acaba de lançar um vídeo, reunindo parte do material enviado.
10 de jul. de 2011
6 de jul. de 2011
Segundo a polícia, 20 gangues de skinheads atuam em São Paulo
Cerca de 200 skinheads estão divididos entre as
vinte gangues homofóbicas que atuam em São
Paulo.
Esse levantamento foi feito pela Delegacia de
Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.
As vinte gangues que agem em São Paulo estão
sendo investigadas principalmente por meio dos
perfis de seus integrantes mantidos em redes
sociais.
vinte gangues homofóbicas que atuam em São
Paulo.
Esse levantamento foi feito pela Delegacia de
Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.
As vinte gangues que agem em São Paulo estão
sendo investigadas principalmente por meio dos
perfis de seus integrantes mantidos em redes
sociais.
2 de jul. de 2011
Eu li, e você?
TIRE-A DA CABEÇA
Você estava apaixonado por alguém e
levou um fora. Acontece mais do que
acidente de avião, desastre com
romeiros e incêndio na floresta.
Corações partidos é o grande drama
nacional. O que fazer? Ainda não
lançaram um manual de auto- ajuda
que consiga eliminar nossa fossa, e
dos amigos só podemos esperar uma
frase, repetida à exaustão: tire esse
garota da cabeça. Parece fácil. Mas
alguém aí me diga: como é que se tira
alguém de um lugar tão cheio de
mistérios?
Gostar de alguém é função do
coração, mas esquecer, não. É tarefa
da nossa cabecinha, que aliás é nossa
em termos: tem alguma coisa lá
dentro que age por conta própria,
sem dar satisfação. Quem dera um
esforço de conscientização resolvesse
o assunto: não gosto mais dela, não
quero mais saber daquela prepotente,
desapareça, um, dois e já !
Parece que funcionou. Você sai na rua
para testar. Sim, você conseguiu:
olhou vitrines, comeu um sorvete e
folheou duas revistas sem derramar
uma única lágrima. Até que começa a
tocar uma música no rádio e desanda
a maionese. Você não tirou coisa
alguma da cabeça, ela ainda está lá,
cantando baixinho para você.
Táticas. Não ficar em casa relendo
cartas e revendo fotos. Descole uma
festa e produza-se para matar. Você
bem que tenta, mas nada sai como o
planejado. Os casais que se beijam ao
seu lado são como socos no
estômago. Você se sente uma
retardada na pista de dança. Uma
menina puxa papo com você e tudo o
que ela diz é comparado com o que o
sua ex diria, com o que a sua ex faria.
Chamem o EccoSalva.
Livros. Um ótimo hábito, mas em vez
de abstrair, você acha que tudo o que
o escritor escreve é para você em
particular, tudo tem semelhança com
o que você está vivendo, mesmo que
você esteja lendo sobre a erupção do
Vesúvio que soterrou Pompéia .
Viajar. Quem vai na bagagem? Ela.
Você fica olhando a paisagem pela
janela do ônibus e só no que pensa é
onde ela estará agora, sem notar que
ela está ali mesmo, presa na sua
mente.
Livrar-se de uma lembrança é um
processo lento, impossível de
programar. Ninguém consegue tirar
alguém da cabeça na hora que quer,
e às vezes a única solução é inverter o
jogo: em vez de tentar não pensar na
pessoa, esgotar a dor. Permitir-se
recordar, chorar, ter saudade. Um dia
a ferida cicatriza e você, de tão
acostumada com ela, acaba por
esquecê-la. Com fórceps é que a
criatura não sai.
Martha Medeiros
Você estava apaixonado por alguém e
levou um fora. Acontece mais do que
acidente de avião, desastre com
romeiros e incêndio na floresta.
Corações partidos é o grande drama
nacional. O que fazer? Ainda não
lançaram um manual de auto- ajuda
que consiga eliminar nossa fossa, e
dos amigos só podemos esperar uma
frase, repetida à exaustão: tire esse
garota da cabeça. Parece fácil. Mas
alguém aí me diga: como é que se tira
alguém de um lugar tão cheio de
mistérios?
Gostar de alguém é função do
coração, mas esquecer, não. É tarefa
da nossa cabecinha, que aliás é nossa
em termos: tem alguma coisa lá
dentro que age por conta própria,
sem dar satisfação. Quem dera um
esforço de conscientização resolvesse
o assunto: não gosto mais dela, não
quero mais saber daquela prepotente,
desapareça, um, dois e já !
Parece que funcionou. Você sai na rua
para testar. Sim, você conseguiu:
olhou vitrines, comeu um sorvete e
folheou duas revistas sem derramar
uma única lágrima. Até que começa a
tocar uma música no rádio e desanda
a maionese. Você não tirou coisa
alguma da cabeça, ela ainda está lá,
cantando baixinho para você.
Táticas. Não ficar em casa relendo
cartas e revendo fotos. Descole uma
festa e produza-se para matar. Você
bem que tenta, mas nada sai como o
planejado. Os casais que se beijam ao
seu lado são como socos no
estômago. Você se sente uma
retardada na pista de dança. Uma
menina puxa papo com você e tudo o
que ela diz é comparado com o que o
sua ex diria, com o que a sua ex faria.
Chamem o EccoSalva.
Livros. Um ótimo hábito, mas em vez
de abstrair, você acha que tudo o que
o escritor escreve é para você em
particular, tudo tem semelhança com
o que você está vivendo, mesmo que
você esteja lendo sobre a erupção do
Vesúvio que soterrou Pompéia .
Viajar. Quem vai na bagagem? Ela.
Você fica olhando a paisagem pela
janela do ônibus e só no que pensa é
onde ela estará agora, sem notar que
ela está ali mesmo, presa na sua
mente.
Livrar-se de uma lembrança é um
processo lento, impossível de
programar. Ninguém consegue tirar
alguém da cabeça na hora que quer,
e às vezes a única solução é inverter o
jogo: em vez de tentar não pensar na
pessoa, esgotar a dor. Permitir-se
recordar, chorar, ter saudade. Um dia
a ferida cicatriza e você, de tão
acostumada com ela, acaba por
esquecê-la. Com fórceps é que a
criatura não sai.
Martha Medeiros
1 de jul. de 2011
O primeiro casamento de lésbicas no país 29/06/2011:
Brasília foi palco nesta terça-feira do
primeiro casamento civil entre duas
mulheres no país. A juíza Júnia de
Souza Antunes, da 4ª Vara de Família,
converteu a união estável homoafetiva
de Sílvia del Vale Gomide Gurgel e
Cláudia Helena de Oliveira Gurgel em
casamento. A decisão aconteceu um
dia depois de o juiz Fernando
Henrique Pinto ter celebrado, em
Jacareí (SP), um casamento entre dois
homens. Os dois magistrados se
basearam no entendimento do STF,
segundo o qual os casais
homossexuais têm os mesmos direitos
dos heterossexuais.
Após a cerimônia, Silvia Gomide
Gurgel disse que a decisão da juíza
fez com que ela e a agora esposa
ganhassem cidadania.
"Nós não nos sentíamos parte do
país. Agora somos cidadãs e
desfrutamos de toda a legalidade",
disse ela, que vive com Cláudia há 11
anos. - A sensação de não
pertencimento e de viver à margem foi
transformada.
Cláudia e Sílvia se disseram
orgulhosas por fazerem parte do que
classificam como uma transformação
do país contra a homofobia.
A advogada na ação, Maria Berenice
Dias, vice-presidente do Instituto
Brasileiro de Direito de Família
(IBDFAM), comemorou a decisão.
Segundo ela, existe uma demanda
reprimida.
"Não tem porque a lei não atender os
sonhos e os desejos das pessoas",
afirmou a advogada.
Da Agência O Globo
primeiro casamento civil entre duas
mulheres no país. A juíza Júnia de
Souza Antunes, da 4ª Vara de Família,
converteu a união estável homoafetiva
de Sílvia del Vale Gomide Gurgel e
Cláudia Helena de Oliveira Gurgel em
casamento. A decisão aconteceu um
dia depois de o juiz Fernando
Henrique Pinto ter celebrado, em
Jacareí (SP), um casamento entre dois
homens. Os dois magistrados se
basearam no entendimento do STF,
segundo o qual os casais
homossexuais têm os mesmos direitos
dos heterossexuais.
Após a cerimônia, Silvia Gomide
Gurgel disse que a decisão da juíza
fez com que ela e a agora esposa
ganhassem cidadania.
"Nós não nos sentíamos parte do
país. Agora somos cidadãs e
desfrutamos de toda a legalidade",
disse ela, que vive com Cláudia há 11
anos. - A sensação de não
pertencimento e de viver à margem foi
transformada.
Cláudia e Sílvia se disseram
orgulhosas por fazerem parte do que
classificam como uma transformação
do país contra a homofobia.
A advogada na ação, Maria Berenice
Dias, vice-presidente do Instituto
Brasileiro de Direito de Família
(IBDFAM), comemorou a decisão.
Segundo ela, existe uma demanda
reprimida.
"Não tem porque a lei não atender os
sonhos e os desejos das pessoas",
afirmou a advogada.
Da Agência O Globo
Chineses denunciam tratamentos médicos para ´curar´ homossexualidaded
Os gays chineses, considerados
doentes mentais até 10 anos atrás,
são hoje vítimas de processos que
supostamente "curam" sua
orientação sexual, em forma de
tratamentos e remédios considerados
uma fraude tanto pelo "pacientes"
como pelos sexólogos.
"Não se pode dizer que curamos
100% das pessoas. Em teoria é
assim, mas ninguém acreditaria se
disséssemos assim", assinala uma
destas clínicas por telefone no
documentário "Tratamentos que
curam", dirigido pelo cineasta e ator
gay Xiaogang Wei.
"Alguns destes tratamentos usam a
psicoterapia e remédios, como
alguns antidepressivos. No
passado, inclusive, se usavam
descargas elétricas para controlar
as fantasias sexuais com pessoas
do mesmo sexo do paciente", o
mesmo cineasta.
Em um país no qual ainda se
discrimina os homossexuais apesar
de sua acelerada abertura, estes
continuam escondendo sua condição
a suas famílias até o ponto de se
casarem para evitar os rumores, por
isso que são suas esposas as
primeiras a recorrer ao tratamento.
doentes mentais até 10 anos atrás,
são hoje vítimas de processos que
supostamente "curam" sua
orientação sexual, em forma de
tratamentos e remédios considerados
uma fraude tanto pelo "pacientes"
como pelos sexólogos.
"Não se pode dizer que curamos
100% das pessoas. Em teoria é
assim, mas ninguém acreditaria se
disséssemos assim", assinala uma
destas clínicas por telefone no
documentário "Tratamentos que
curam", dirigido pelo cineasta e ator
gay Xiaogang Wei.
"Alguns destes tratamentos usam a
psicoterapia e remédios, como
alguns antidepressivos. No
passado, inclusive, se usavam
descargas elétricas para controlar
as fantasias sexuais com pessoas
do mesmo sexo do paciente", o
mesmo cineasta.
Em um país no qual ainda se
discrimina os homossexuais apesar
de sua acelerada abertura, estes
continuam escondendo sua condição
a suas famílias até o ponto de se
casarem para evitar os rumores, por
isso que são suas esposas as
primeiras a recorrer ao tratamento.
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